José de Arimatea Costa da Silva, Advogado

José de Arimatea Costa da Silva

Campina Grande (PB)

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José de Arimatea Costa da Silva, Advogado
José de Arimatea Costa da Silva
Comentário · há 13 anos
Concordo que a redução da maioridade penal, não resolve a criminalidade desenfreada no país. Iríamos apenas continuar punindo cada vez mais cedo. Enquanto não houve uma política que vise uma igualdade social, voltada para a educação, onde nossas crianças tenham uma oportunidade de escolher, ou melhor dizendo, exercer o seu livre arbítrio, ou seja, a oportunidade de TER as condições de SER um cidadão, que exerça o seu direito de ir e vir. A criminalidade é reflexo da desigualdade social, pois muitos sobrevive com pouco, enquanto que poucos vivem com muito.Somos responsáveis por esta de sondem, pois a nossa sociedade estabeleceu padrão que identifica quem é bandido e quem é mocinho. Este é facilmente identificado, pois TEM uma bela casa, um belo carro e se veste bem. Aquele nada disso tem. O problema é bem mais complexo do que imaginamos, não oferecemos condições para que nossas crianças aprendam logo cedo que o crime não compensam. Como dizer que não compensam se elas não conhecem o outro lado, só podemos escolher algo quando temos mais de uma opção. Quantas lhe restam?.Não lhe oferecemos a estas crianças, hoje adultos criminosos oportunidades de deixar, abandonar o crime, pois a estrutura prisional no Brasil, não recupera, mas, torna crianças sem opção em adultos com especialização, mestrado e doutorado, onde passam a ter a certeza que outrora não tinha que o crime compensa.Sou a favor da redução da maioridade penal no Brasil, desde que, haja uma ampla e justa reforma quanto a igualdade social e uma ampla reforma no sistema prisional brasileiro, onde aqueles que mesmo tendo a oportunidade, optaram pelo crime, devem ser punidos, mas, mesmo assim, tenham a condição de afastados da sociedade escolherem entre voltar para ela reconhecendo que o crime não compensa, ou continuar com a sua liberdade vigiada, mas arcando com o ônus da mesma. A estatistia nos mostra que aquele que muitas vezes foi preso, por algo banal, será preso outras vezes, desta vez por crimes bem mais sérios. O nosso sistema não ressocializa, mas especializa, forma Mestres e Doutores do crime.
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